domingo, 8 de junho de 2014

Festa da Colheita: 40 Anos de história

Que bom é fazer a colheita de bens! 

Que bom é saber encontrar em cada espaço o fruto que a terra proporciona! 

Que bom é dizer aos quatro cantos que a colheita se faz abundante! 


São 40 anos. Uma festa de vida e vida em abundância porque vivos estamos para dizer a Deus que esta é a festa criada e prosperada para que muitos a vivam. 


Há 40 anos, o padre Ernesto da Silva Espínola se juntava ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais para criar uma festa que representasse o sentimento do trabalhador e trabalhadora rural agradecendo a Deus os dons colhidos. Juntavam-se homens e mulheres do campo e da cidade para trazer ao altar de Deus as preces de pedidos e agradecimentos em forma de visitas, reuniões, missas, desfiles, festejos sociais… tudo isso para dizer a Deus que muito mais prazer traz o dar que receber. 

Como os escritos bíblicos, esta história sempre começa com… 


NAQUELE TEMPO existia um sacerdote que queria trazer à tona a história dos primeiros cristãos que tinham tudo em comum, repartiam seus dons com alegria, reuniam-se para planejar e avaliar suas histórias coletivas. 


NAQUELE TEMPO existia um Sindicato de Trabalhadores Rurais que, com mãos agricultoras unidas, fazia a partilha dos bens alcançados em suas colheitas e tirava um tempo de seu tempo para agradecer a Deus os bens produzidos e colhidos. 

NAQUELE TEMPO homens e mulheres do campo e da cidade se juntavam para mostrar ao mundo que agradecer ainda era a melhor parte, porque quem agradece enaltece o “doador e faz sua alma ainda mais linda”. 

HOJE continuamos esta história: novos sacerdotes, nova gente, novos caminhos, novas formas de ver o mundo, porém no mesmo intuito de levar a Deus os nossos agradecimentos. Isso se faz de maneira que relembre os tempos passados e traga para os que nos sucedem a raiz da história que precisa ser compartilhada e levada à frente com ares dos dias atuais. 

Durante estes dias revivemos esta história e vivemos a ação do pedir e agradecer plenamente. A história se repete: visitas, reuniões, celebrações, desfiles, festejos sociais… Homens e mulheres do campo e da cidade se apresentam ao altar de Deus na mesma fé, na mesma força de vontade, no mesmo desejo de estar presente junto ao Pai criador, ao Filho redentor, ao Espírito consolador. 

Nesta presença, o marco se dá no momento em que escutamos: “Obrigado ao homem do campo pelo leite, o café e o pão. Deus abençoe os braços que fazem o suar do cultivo do chão…”    Milton Dantas 

Artigo publicado no Blog de Lenilson Azevedo - www.lenilsonazevedo.com

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