segunda-feira, 9 de junho de 2014

40ª Festa da Colheita em Ouro Branco-RN: grandiosa!

A Festa da Colheita, idealizada pelo Monsenhor Ernesto da Silva Espínola (in memorian), chegou à sua 40ª edição, e merecia ser celebrada com grandeza, assim como o fora em datas representativas, a exemplo dos 15, 25 anos…
Pois bem: A começar pela Missa de abertura bastante prestigiada no Sindicato dos (as) Trabalhadores (as) Rurais, foi tudo muito bonito.
Celebração da Santa Missa no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais
Celebração da Santa Missa no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (Foto: Lenilson Azevedo)
Durante a semana, a visita do Padre Carlos Henrique a residências de idosos e enfermos na zona rural resgatou uma prática utilizada pelo idealizador da festa, como forma de se aproximar e ouvir os anseios daquelas pessoas.
Visita do Pe. Carlos Henrique a idosos e enfermos na zona rural durante a semana da 40ª Festa da Colheita.  (Foto: Pe. Carlos Henrique)
Visita do Pe. Carlos Henrique a idosos e enfermos na zona rural durante a semana da 40ª Festa da Colheita. (Foto: Pe. Carlos Henrique)
Cada noite da semana foi marcada pela celebração da Missa e em seguida leilão nas comunidades rurais.
No sábado à noite, a celebração da Missa Solene atraiu fiéis de todo o município e de cidades vizinhas, que lotaram a Matriz do Divino Espírito Santo. No momento do Ofertório, muitos fiéis não seguraram as lágrimas. O motivo? Após dois anos de seca, o altar ficou tomado pelos frutos da terra, colhidos e ofertados pelo homem do campo e também da cidade.
Após dois anos de seca, ourobranquenses ofertaram frutos colhidos da terra no Altar do Senhor, como forma de agradecimento a Deus.
Após dois anos de seca, ourobranquenses ofertaram frutos colhidos da terra no Altar do Senhor, como forma de agradecimento a Deus. (Foto: Lenilson Azevedo)
O sábado também foi o dia da Assembleia Cultural, com a contagiante apresentação do Arraiá In Cantos do Ouro.
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Em seguida, aquela que, na opinião de muitos, foi a maior festa das festas da Colheita. Um grande público lotou o Largo Monsenhor Ernesto, lembrando as festas do Padroeiro.
Multidão lotou Largo Monsenhor Ernesto, lembrando as grandes festas do Padroeiro. (Foto: Jardel Santos)
Multidão lotou Largo Monsenhor Ernesto, lembrando as grandes festas do Padroeiro. (Foto: Jardel Santos)
O forró da banda Deixe de Brincadeira contagiou o público jovem, que cantou e dançou com os sucessos mais atuais, e algumas versões de músicas de outros estilos em ritmo de forró.
A Banda Deixe de Brincadeira animou o público presente. (Foto: Lenilson Azevedo)
A Banda Deixe de Brincadeira animou o público presente. (Foto: Lenilson Azevedo)
Depois, o forró pé-de-serra de Rodolfo Lopes botou literalmente todo mundo pra dançar. Ouvimos relatos até de pessoas que chegaram em casa as 7h da manhã…
Rodolfo Lopes não deixou ninguém parado com o autêntico forró pé-de-serra. (Foto: Lenilson Azevedo)
Rodolfo Lopes não deixou ninguém parado com o autêntico forró pé-de-serra. (Foto: Lenilson Azevedo)
“De longe, a maior festa…” das festas da colheita, diz um pertinente comentário em uma rede social.
As atrações e toda a infra-estrutura foi proporcionada pela Prefeitura Municipal.
No momento da festa, postamos algumas imagens, o que fez suscitar emoções em muita gente que está fora de Ouro Branco, e que já participou da mesma.
Outro momento de muita emoção foi o desfile. Grandioso. Este ano, além do pelotão dos agricultores, carregando os seus instrumentos de trabalho, houve uma valorização da “Cozinha do Agricultor”, que ia a frente do desfile. Em um caminhão, mulheres do campo representaram os afazeres cotidianos da casa do campo…
O tradicional desfile, no domingo, coroou a grandiosa Festa da Colheita, em sua 40ª Edição. (Foto: Lenilson Azevedo)
O tradicional desfile, no domingo, coroou a grandiosa Festa da Colheita, em sua 40ª Edição. (Foto: Lenilson Azevedo)
Instituições do campo e da cidade, Filarmônica Manoel Felipe Nery, trabalhadores desde agentes de saúde até mineradores e ceramistas, passando pelos vaqueiros e operadores de máquinas, sem esquecer das lindas camponesas e escoteiros… Grandioso. Este é o termo.
Após o desfile, a bênção dos instrumentos de trabalho, leilão e uma grande confraternização ao som de Dyda e Darlan.
É motivo de orgulho para nós, ourobranquenses, vermos que esta festa, identificadora de nossa cultura, do modo de ser do nosso povo, é valorizada, e mostra sua grandeza e presença como patrimônio imaterial do nosso povo. Uma festa que se reinventa, mas não perde sua essência. Inesquecível!  

Por Lenilson Azevedo - acesse: www.lenilsonazevedo.com

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